<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Pelvini</title>
	<atom:link href="http://pelvini.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://pelvini.com</link>
	<description>a palavra é o principal desafio</description>
	<lastBuildDate>Thu, 29 Jul 2010 13:53:37 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0-RC3</generator>
		<item>
		<title>Sem Calços</title>
		<link>http://pelvini.com/2010/07/sem-calcos/</link>
		<comments>http://pelvini.com/2010/07/sem-calcos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 05:46:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antigos Mas Revividos]]></category>
		<category><![CDATA[calças]]></category>
		<category><![CDATA[calço]]></category>
		<category><![CDATA[constrangimento]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pelvini.com/?p=2095</guid>
		<description><![CDATA[Você sabe que, por indevida escolha de vida, sempre fui metade encolhido metade sozinho: o aluno do canto da mesa que não sabe segurar o pincel. Quando morava em um condomínio e tinha seis ou sete anos, meus dois melhores &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/07/sem-calcos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Você sabe que, por indevida escolha de vida, sempre fui metade encolhido metade sozinho: o aluno do canto da mesa que não sabe segurar o pincel. Quando morava em um condomínio e tinha seis ou sete anos, meus dois melhores amigos, que eram irmãos e moravam no prédio ao lado, brincavam comigo de inventar histórias. Na casa deles eu podia ser o herói, se quisesse. Mas com eles eu também não me importava em ser vilão – juro. Lá os dias eram felizes dessa forma pastosa que a infância é; como guache misturado, seco e exagerado na folha de papel, e eu encontro felicidade quando a folha fica quase rasgando de tanta tinta que a criança soltou nela. Difícil a infância ser assim, tinta o bastante para vazar e rasgar a vida inteira&#8230; E, enfim. À parte disso, aconteceu. Estava indo embora da casa dos meninos quando, no hall do prédio, encontrei uns garotos mais velhos. Minha infante lembrança é pastosa, tudo se mistura e eu nem lembro direito deles. “Vem aqui todo dia, não pode vir aqui todo dia”, disse um. “É, você não sai daqui do nosso prédio”, e minha cara fez alguém tornar um “Tá com medo, viadinho?” (contradizendo-me, lembro o que disseram porque minha memória é contada em palavras), e daí eu tentei fugir. Fui segurado por um enquanto os outros dois arriavam minhas calças para o chão. Seminu à queima-roupa. Corri com lágrima nos olhos, chorando para o porteiro “abre o portão pra mim&#8230;”, risadas burlescas e juvenis ao fundo, minhas mãos pequenas arrumando a cueca que subi desajeitadamente antes de correr.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde tal constrangimento tenho pesadelos sérios em que perco calça e cueca em público. Em vida, porém, nunca me envergonhei em tirá-las quando devidamente oportuno. Eu perdi o calço nesse dia que fiquei sem calças.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pelvini.com/2010/07/sem-calcos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Seu Silêncio</title>
		<link>http://pelvini.com/2010/07/seu-silencio/</link>
		<comments>http://pelvini.com/2010/07/seu-silencio/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 23:17:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Composições Escritas]]></category>
		<category><![CDATA[silêncio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pelvini.com/?p=2086</guid>
		<description><![CDATA[Das coisas que não entendo, mais me intriga seu silêncio. Enigmático sem pretender ser, dialoga com o que falo na mesma potência – maior, talvez – de suas palavras proferidas. Seu silêncio me é cômodo. É meu travesseiro, meu colchão. &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/07/seu-silencio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Das coisas que não entendo, mais me intriga seu silêncio. Enigmático sem pretender ser, dialoga com o que falo na mesma potência – maior, talvez – de suas palavras proferidas. Seu silêncio me é cômodo. É meu travesseiro, meu colchão. Às vezes é meu cobertor, que não me esquenta a suar, mas abraça a esquentar. Às vezes é só um prato com sopa morninha. Às vezes é uma mão segurando a minha.</p>
<p style="text-align: justify;">Silenciar-se dá poder às palavras que você escolhe eventualmente, pois, quando o faz, encontra sinônimos suaves que, não ironicamente: suavizam-me. E seu silêncio assim também é; suave é sozinho, é simples e é sorriso, um meu. Mas me intriga. Jamais te achei óbvia e isso ajuda no enigma, e seu silêncio é minha pergunta de número um: pioneira em confundir. Como reagir? Se quando os grandes falam os pequenos devem ouvir, me apequeno diante de tudo o que você não diz. E assim conversamos.</p>
<p style="text-align: justify;">As palavras têm um peso grande em mim. Se você não fala, e quando fala, me atinge em cheio, me preenche e me transborda. Mas não pesa. Nunca pesa. E eu posso fazer um monólogo, vomitar minhas palavras, atacá-la com frases, ler um livro em vozes&#8230; Se você dá seu silêncio, tenho só uma saída: coloco um “nós” antes da quietude.</p>
<p style="text-align: justify;">E silencio.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pelvini.com/2010/07/seu-silencio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Do jeito que não sou</title>
		<link>http://pelvini.com/2010/07/do-jeito-que-nao-sou/</link>
		<comments>http://pelvini.com/2010/07/do-jeito-que-nao-sou/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 01:11:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Composições Escritas]]></category>
		<category><![CDATA[ser]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pelvini.com/?p=2081</guid>
		<description><![CDATA[Nunca me perguntaram se eu gosto do jeito que sou. A resposta não seria óbvia, garanto – mesmo sendo uma questão que exige um automático “sim”. Como quando se encontra alguém e se ouve um “tudo bem?” e você responde &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/07/do-jeito-que-nao-sou/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nunca me perguntaram se eu gosto do jeito que sou. A resposta não seria óbvia, garanto – mesmo sendo uma questão que exige um automático “sim”. Como quando se encontra alguém e se ouve um “tudo bem?” e você responde “sim, tudo bem”, ainda que sua casa seja um prédio em chamas. Acho que perguntar se eu gosto do jeito que sou é como perguntar se está tudo bem. A resposta, não menos óbvia, é: gosto do jeito que não sou.</p>
<p style="text-align: justify;">Não houve tempo onde a vida, a minha, era mais simples. As preocupações enrustidas evoluíram para fora do armário e mesmo que pudessem pintar paredes, apenas se acomodam na poltrona do meu quarto. Ainda assim, perto ou longe, escondidas ou não, continuam sendo: preocupações. Fim. Sou um cara tão solitário que faço dos meus sentimentos minha companhia abstrata.</p>
<p style="text-align: justify;">Insisto, porém, que gosto do jeito que não sou.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dia, ainda menino, uns rapazes pararam no alto da escada e falaram que dali eu não passava. Me senti injustiçado e confuso, era minha escola também. Tentei passar, não deixaram. Isso termina com a minha mochila caída no portão, é claro, mas a única coisa que me incomoda – hoje, pelo menos – é não saber a expressão no meu rosto naquele momento. Desde então fico assim, usualmente desejando me ver sendo. Talvez eu poderia dizer para mim “ei, sua testa fica enrugada desse jeito assim, não é legal” ou algo como “perceberem que você quer chorar te desarma tanto quanto te verem chorando”. Sei lá. Não me incomoda porque gosto do jeito que não sou &#8211; estou do jeito errado, mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Procuro livro intitulado “Como Aprender a Ser”. Quem tiver que empreste.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pelvini.com/2010/07/do-jeito-que-nao-sou/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um Tempo</title>
		<link>http://pelvini.com/2010/07/um-tempo/</link>
		<comments>http://pelvini.com/2010/07/um-tempo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 19:36:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavras Fortuitas]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pelvini.com/?p=2079</guid>
		<description><![CDATA[Acordei chorando. Colocaram um disco do passado para repetir e, veja bem: devo ser um dos únicos que se arrepende da própria infância. Ou vai ver &#8211; clamo &#8211; ter esse acréscimo de sentimentos mesquinhos é normal. Mas, como alguém &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/07/um-tempo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Acordei chorando. Colocaram um disco do passado para repetir e, veja bem: devo ser um dos únicos que se arrepende da própria infância. Ou vai ver &#8211; clamo &#8211; ter esse acréscimo de sentimentos mesquinhos é normal. Mas, como alguém que gosta de mentiras, sempre acreditei que os derivados do egoísmo não fossem capazes de, como meus sonhos, me fazerem sentir a água quente que riscou meu rosto de manhã. O que me conduz a escrever essa penitência, em lágrimas. Pessimismo por pessimismo, às vezes acho que o ato de escrever já me levou até onde podia levar.</p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p style="text-align: justify;">Eu preciso de um tempo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pelvini.com/2010/07/um-tempo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Janelas</title>
		<link>http://pelvini.com/2010/07/janelas/</link>
		<comments>http://pelvini.com/2010/07/janelas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 19:03:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavras Fortuitas]]></category>
		<category><![CDATA[areia]]></category>
		<category><![CDATA[janela]]></category>
		<category><![CDATA[vidro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pelvini.com/?p=2074</guid>
		<description><![CDATA[Vieram me perguntar de memória. Respondi &#8220;não me lembro&#8221; por ser vidro; e a única imagem que me ocorreu foi do ar, quando me acomodei do lado mais frio do ônibus: janelas abertas. A lembrança de olhar pelo transparente e &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/07/janelas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Vieram me perguntar de memória. Respondi &#8220;não me lembro&#8221; por ser vidro; e a única imagem que me ocorreu foi do ar, quando me acomodei do lado mais frio do ônibus: janelas abertas. A lembrança de olhar pelo transparente e só sentir o transparente, nunca vê-lo. Como ser raio e transformar areia em qualquer outra coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Não confundir com as pequenas e sutis verdades do mundo. Minha vida é enxergar por uma ruína ordinária de subterfúgios.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pelvini.com/2010/07/janelas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Lençol</title>
		<link>http://pelvini.com/2010/06/lencol/</link>
		<comments>http://pelvini.com/2010/06/lencol/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 18:44:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Composições Escritas]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[balde]]></category>
		<category><![CDATA[lençol]]></category>
		<category><![CDATA[saudade]]></category>
		<category><![CDATA[solidão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pelvini.com/?p=2067</guid>
		<description><![CDATA[A vida de antes era boa dentro do balde: a água quase transbordava. Não me sentia preso, as paredes internas do balde d’água eram nossa segurança. Era até confortável, eu que ao invés de esticar-me sempre preferi me encolher em &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/06/lencol/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A vida de antes era boa dentro do balde: a água quase transbordava. Não me sentia preso, as paredes internas do balde d’água eram nossa segurança. Era até confortável, eu que ao invés de esticar-me sempre preferi me encolher em mim. Em dois, e até quatro, prefiro me dobrar, sei lá. Não sei você, mas nunca gostei do peso de alguém nas minhas costas. Por isso fui feliz na água – eu e ela pesávamos juntos. Mas um dia me puxaram do balde e eu gritei. Em pânico, percebi que a água sangrava de mim para o chão. Berrei, chorei, morri. Fui amarrado em uma ponta, segurado pela outra. Senti a água em mim nesse um último segundo. Então o universo passou a girar em dor e distorção, meu corpo se apertando em fibras reprimidas, cada uma delas sentindo a água nos ser tirada aos cântaros. E me acabou ferido, fim machucado. Fui jogado ao ar e batido contra o vento, cada centímetro branco latejando silenciosamente. Me levaram e me deixaram aqui, tremulando sem peso, continuamente. Eu e o sol; e como é bonito. Beleza irônica que seca a umidade que em mim é saudade de balde, da água que perdi. O sol vai embora com a tarde, eu sei, e um dia voltarei para sangrar lágrimas de novo. Mas enquanto eu não seco, continuarei aqui, sendo assim&#8230; Solidão retorcida.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pelvini.com/2010/06/lencol/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Não tive</title>
		<link>http://pelvini.com/2010/06/nao-tive/</link>
		<comments>http://pelvini.com/2010/06/nao-tive/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 22:52:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devaneios Deliberados]]></category>
		<category><![CDATA[walkin' in]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pelvini.com/?p=2062</guid>
		<description><![CDATA[Acordar ao seu lado debaixo das flores. Tirar com o dedo o pouco de café no canto da sua boca. Ver você se despindo de você em roupas. Colocar meus dedos entre seus cabelos para perdê-los, puxar seu cabelo com &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/06/nao-tive/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Acordar ao seu lado debaixo das flores. Tirar com o dedo o pouco de café no canto da sua boca. Ver você se despindo de você em roupas. Colocar meus dedos entre seus cabelos para perdê-los, puxar seu cabelo com força para então encontrá-los. Sentir saudade da sua modéstia vaga quando te abraço e falo de um tudo. Saber pelo sabor de saber estar envolvido. Envolver-se com suas roupas cobrindo meu corpo. Ir ao quarto e falar de roupas, mesmo sem roupa. Fazer cabana com as cobertas. Depois, dividir um cigarro com a janela aberta. Dormir ao seu lado por cima das flores. O contato da sua boca, a petulância das suas sobrancelhas vestindo seu olhar em mim. Rolar no chão enquanto não prestamos atenção no filme. Fingir que existe um sofá vermelho pra gente se sentar. Ver seu sorriso de negação ao me ouvir falando que você é popular como não sonho ser. Pegar seu sorriso e guardar no bolso. Apagar a luz pra deixar o que está no bolso me iluminar. Fechar a janela, ficar sem luz. Acender luz branca pra te ver sonhar. Te ver de olhos fechados, tirar sua camiseta. Segurar a barra da sua calça. Segurar a sua barra. Por fim, barrar seu sentimento em um lugar seguro. Ouvir sua voz no meu ouvido só pra dizer que nunca tinha te ouvido. Autenticar meus arrepios ao ser tocado no pescoço. Fazer o mesmo em cima da sua camisa. Desabotoar sua camisa. Não dormir não acordar ao seu lado, estar com você entre as flores.</p>
<p style="text-align: justify;">Destive.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pelvini.com/2010/06/nao-tive/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sofrer, Fumar, Amar</title>
		<link>http://pelvini.com/2010/06/sofrer-fumar-amar/</link>
		<comments>http://pelvini.com/2010/06/sofrer-fumar-amar/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 18:16:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Composições Escritas]]></category>
		<category><![CDATA[amar]]></category>
		<category><![CDATA[fumar]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[sofrer]]></category>
		<category><![CDATA[término]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pelvini.com/?p=2056</guid>
		<description><![CDATA[Cigarro: estúpido prazer. Eu fumo para comer fumaça e fico admirado com o fogo consumindo o tabaco e todas as vinte mil substâncias tóxicas. Tudo bem. Puxo tudo isso para os pulmões, trago e divido minha vida em ducentésimas frações &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/06/sofrer-fumar-amar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Cigarro: estúpido prazer. Eu fumo para comer fumaça e fico admirado com o fogo consumindo o tabaco e todas as vinte mil substâncias tóxicas. Tudo bem. Puxo tudo isso para os pulmões, trago e divido minha vida em ducentésimas frações de fim. Não, nunca me apaixonei por um cigarro, mas ali encontrei a analogia perfeita para nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Você: prazer estúpido. Eu te desejo para possuir seu corpo e fico admirado com meu fogo consumindo em sentimento todos os vinte mil motivos que me fazem querer você. Tudo bem. Puxo tudo isso para a vida, suspiro e divido nossa história em ducentésimas frações de fim. Eu me apaixonei por você, de verdade, mas encontra-se muita coisa no chão do mundo. Maços de cigarro, inclusive.</p>
<p style="text-align: justify;">Para pessoas como nós, amar é fumar. Você cresce aprendendo que é errado e depois percebe que só poderá fazê-lo, amar ou fumar, em lugares preestabelecidos – e sem o consentimento dos diferentes. Eu conheci os cigarros com quinze anos, mas me apaixonei por você ontem. Ambas ações desaprovadas, ainda que eu abra mão do cigarro pra tragar sua presença – e, mesmo assim, dentro das nossas proibições, meu maior medo é o de morrer sozinho. De câncer.</p>
<p style="text-align: justify;">Viajei quilômetros para acordar do seu lado, e, depois de qualquer prazer realizado, não desejei cigarros para me acalmar. Queria me segurar em você e não te soltar, e deixar futura saudade se esvair como fluido de isqueiro. Mas você vira o corpo e diz “é melhor acabar aos poucos”, e minha esperança de que você esteja falando de saudade futura é apenas bituca de cigarro apagado. Mesmo não fumando, você desfaz em cinzas nosso passado de resíduos.</p>
<p style="text-align: justify;">Pra não falar da estupidez de uma desilusão e de um cigarro, digo que qualquer atitude relacionada não é um atentado à vida. Culpe a inconsequência dos atos, a aderência da vida. O fim de um cigarro banaliza minha saúde, mas o fim do nosso não banaliza você. Ainda que, sofregamente, eu guarde a semelhança cruel entre este cigarro e a minha ilusão: prazer estúpido.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pelvini.com/2010/06/sofrer-fumar-amar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Orgulho da Minha Sala</title>
		<link>http://pelvini.com/2010/06/orgulho-da-minha-sala/</link>
		<comments>http://pelvini.com/2010/06/orgulho-da-minha-sala/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 18:53:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavras Fortuitas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pelvini.com/?p=2051</guid>
		<description><![CDATA[Dentro do meu peito não aprendi a suplicar. Servi no copo um bocado de alma, e esperei. Entendo um pouco de paciência, e melhor abstrair os conformismos que nada muito bom pode vir daí: seguro pelas pontas a toalha xadrez &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/06/orgulho-da-minha-sala/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Dentro do meu peito não aprendi a suplicar. Servi no copo um bocado de alma, e esperei. Entendo um pouco de paciência, e melhor abstrair os conformismos que nada muito bom pode vir daí: seguro pelas pontas a toalha xadrez que cobre a mesa e olho com nervosismo para a prataria, os vidros, o café, os cigarros, meu copo de alma. Fecho os olhos e puxo o pano com força e rapidez. Algumas das minhas melhores emoções começaram assim, de um constrangimento; constrangimento em achar que dificuldade é sinônimo de aprendizagem. Eu acho isto, sim, mas adorarei o dia que o mundo se desfizer em fácil. Dobro a toalha com carinho e certa brandura, coloco-a no canto da mesa e percebo um pouco de alma derramada na madeira. Sorrio, lembrando que não se pode devolver a bebida da alma para o coração da garrafa, mas, se um dia foi para o copo, valeu à pena oferecer. Mais um copo de alma, tudo bem. Ele fará companhia à mesa e esperará. Dentro do meu peito, essa sala de solitários triunfos, não aprende-se a suplicar.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pelvini.com/2010/06/orgulho-da-minha-sala/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Para Lilian</title>
		<link>http://pelvini.com/2010/06/para-lilian/</link>
		<comments>http://pelvini.com/2010/06/para-lilian/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 01:58:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano Revivido]]></category>
		<category><![CDATA[Alagoas]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Capela]]></category>
		<category><![CDATA[Lilian]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Rondon]]></category>
		<category><![CDATA[saudades]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pelvini.com/?p=2046</guid>
		<description><![CDATA[Lilian significou para mim, nas idas alagoanas: surpresa. E não, a surpresa não está na inebriante beleza de sua existência, nem no seu jeito delicado de falar, ou na sua forma ponderada de organizar os pensamentos&#8230; Isso eu percebi ao &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/06/para-lilian/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Lilian significou para mim, nas idas alagoanas: surpresa. E não, a surpresa não está na inebriante beleza de sua existência, nem no seu jeito delicado de falar, ou na sua forma ponderada de organizar os pensamentos&#8230; Isso eu percebi ao longo dos dias e das experiências de encurralar o coração &#8211; cem crianças em uma tarde de recreação infinita, várias meninas querendo uma pose pra foto, um lenço caído de presente na festa da cavalhada &#8211; mas em dois momentos específicos que lhe falarei agora.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembro das mãos de Lilian. Não, isso é engano: não lembro do que nem de como elas eram, mas lembro de vê-las. Eu ia rumo ao meu quarto e encontrei-as, as mãos de Lilian, lavando alguma peça de roupa. Engoli em seco, porque eu sempre tenho essas pequenas realidades e nunca posso comenta-las de cara, mas passei lá perto pra falar a Lilian se, qualquer coisa, ela poderia me ajudar a lavar minhas roupas. Simpática, ela disse que sim, disse que não tinha segredo, essa mania de mulher de descomplicar tudo o que eu homem acho complicado.</p>
<p style="text-align: justify;">E lágrimas. No último dia, na nossa despedida absurdamente curta e repentina, vi Lilian derramando as lágrimas que eu só consegui desprender quando entrei na minha casa, mil horas de viagem depois. Era escuro e era rua, e Lilian simplesmente com seus olhos lacrimejados e eu com a noção de que vivi tão pouco e tão intensamente ao lado dela e que não poderia remediar isso. E, do nada que criamos, senti saudades de tudo. E a abracei e fui abraçado e senti sua despedida e sua presença amiga.</p>
<p style="text-align: justify;">Um presente, a injustiça: mãos e lágrimas para mim, minhas palavras para Lilian.</p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Lilian" src="http://img820.imageshack.us/img820/4871/pa260184.jpg" alt="" width="400" height="271" />* * *</p>
<p style="text-align: center;"><em>Janeiro de 2010<br />
Maceió/AL</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pelvini.com/2010/06/para-lilian/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
