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	<title>Pelvini &#187; Palavras Fortuitas</title>
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	<description>a palavra é o principal desafio</description>
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		<title>Infância de Nós</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 06:58:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A infância de nós terá sempre esse gosto de Alanis. Nossa infância adolescente, desse tom inconsequente, com infindas conversas sobre as nossas putarias, nossos desconhecimentos, nossas bebedeiras. Tua infância segue minha e a minha é só sua. Feito duas crianças &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/09/infancia-de-nos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A infância de nós terá sempre esse gosto de Alanis. Nossa infância adolescente, desse tom inconsequente, com infindas conversas sobre as nossas putarias, nossos desconhecimentos, nossas bebedeiras. Tua infância segue minha e a minha é só sua. Feito duas crianças com cigarrinhos de chocolate, sua fumaça se faz minha e a gente traga &#8211; porque a infância de nós também é uma droga.</p>
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		<title>Com texto algum</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 17:14:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[algum]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu sou nenhum. Não me importo de andar descalço no meu quintal sujo, porque sozinho terei de lavar meus pés e calçar qualquer chinelo velho. A mesma coisa que vagar pelo parque e pisar nas folhas secas para ouvir o &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/09/com-texto-algum/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Eu sou nenhum. Não me importo de andar descalço no meu quintal sujo, porque sozinho terei de lavar meus pés e calçar qualquer chinelo velho. A mesma coisa que vagar pelo parque e pisar nas folhas secas para ouvir o barulho de um copo quebrando, de água de chuveiro batendo pingo a pingo no piso. Sabor nenhum, prazer nenhum. A parede descascando-se e soltando retalhos sobre o pelo do cachorro dormindo. Os batuques e acordes ouvidos na esquina, na casa do vizinho músico.  A água suja da chuva escorrendo da guia além do bueiro fechado. O virar de corpo de um parente ao avisar ter descoberto algo. O vento curto e curvo trazendo qualquer imundice pra dentro de casa e fazendo espirais de pó sobre a mesa. Nenhuma epifania, nenhum detalhe interessante. Ser nenhum por si só não é texto, é contexto.</p>
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		<title>Um Baú Cheio Dela</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 16:10:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existe esse clima de sobriedade nos azulejos trocados da minha cozinha. Qualquer coisa de paciência solidificada no rejunte, de consideração velada por debaixo do piso inexistente, um certo luzimento escondido no vão debaixo dos armários. Eu jogo cartas coloridas com &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/08/um-bau-cheio-dela/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Existe esse clima de sobriedade nos azulejos trocados da minha cozinha. Qualquer coisa de paciência solidificada no rejunte, de consideração velada por debaixo do piso inexistente, um certo luzimento escondido no vão debaixo dos armários. Eu jogo cartas coloridas com meus amigos no chão da cozinha. Juro. É o meu cômodo favorito, porque ao se sentar com as costas apoiadas na parede, você olha pro lado e vê um pouco de ouro em forma de ar entrando feito bons fantasmas pelos vidros da janela.</p>
<p style="text-align: justify;">E meu pai aparece ali na sala, entre o ouro e eu, e atende o telefone e diz &#8220;ela não está, quem fala?&#8221;, e eu me flagro a responder a mim mesmo: &#8220;ela está sim, pai, e se chama esperança&#8221;. Um baú cheio dela, ali, no meio da cozinha.</p>
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		<title>Um Tempo</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 19:36:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acordei chorando. Colocaram um disco do passado para repetir e, veja bem: devo ser um dos únicos que se arrepende da própria infância. Ou vai ver &#8211; clamo &#8211; ter esse acréscimo de sentimentos mesquinhos é normal. Mas, como alguém &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/07/um-tempo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Acordei chorando. Colocaram um disco do passado para repetir e, veja bem: devo ser um dos únicos que se arrepende da própria infância. Ou vai ver &#8211; clamo &#8211; ter esse acréscimo de sentimentos mesquinhos é normal. Mas, como alguém que gosta de mentiras, sempre acreditei que os derivados do egoísmo não fossem capazes de, como meus sonhos, me fazerem sentir a água quente que riscou meu rosto de manhã. O que me conduz a escrever essa penitência, em lágrimas. Pessimismo por pessimismo, às vezes acho que o ato de escrever já me levou até onde podia levar.</p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p style="text-align: justify;">Eu preciso de um tempo.</p>
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		<title>Janelas</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 19:03:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vieram me perguntar de memória. Respondi &#8220;não me lembro&#8221; por ser vidro; e a única imagem que me ocorreu foi do ar, quando me acomodei do lado mais frio do ônibus: janelas abertas. A lembrança de olhar pelo transparente e &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/07/janelas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Vieram me perguntar de memória. Respondi &#8220;não me lembro&#8221; por ser vidro; e a única imagem que me ocorreu foi do ar, quando me acomodei do lado mais frio do ônibus: janelas abertas. A lembrança de olhar pelo transparente e só sentir o transparente, nunca vê-lo. Como ser raio e transformar areia em qualquer outra coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Não confundir com as pequenas e sutis verdades do mundo. Minha vida é enxergar por uma ruína ordinária de subterfúgios.</p>
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		<title>Orgulho da Minha Sala</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 18:53:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dentro do meu peito não aprendi a suplicar. Servi no copo um bocado de alma, e esperei. Entendo um pouco de paciência, e melhor abstrair os conformismos que nada muito bom pode vir daí: seguro pelas pontas a toalha xadrez &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/06/orgulho-da-minha-sala/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Dentro do meu peito não aprendi a suplicar. Servi no copo um bocado de alma, e esperei. Entendo um pouco de paciência, e melhor abstrair os conformismos que nada muito bom pode vir daí: seguro pelas pontas a toalha xadrez que cobre a mesa e olho com nervosismo para a prataria, os vidros, o café, os cigarros, meu copo de alma. Fecho os olhos e puxo o pano com força e rapidez. Algumas das minhas melhores emoções começaram assim, de um constrangimento; constrangimento em achar que dificuldade é sinônimo de aprendizagem. Eu acho isto, sim, mas adorarei o dia que o mundo se desfizer em fácil. Dobro a toalha com carinho e certa brandura, coloco-a no canto da mesa e percebo um pouco de alma derramada na madeira. Sorrio, lembrando que não se pode devolver a bebida da alma para o coração da garrafa, mas, se um dia foi para o copo, valeu à pena oferecer. Mais um copo de alma, tudo bem. Ele fará companhia à mesa e esperará. Dentro do meu peito, essa sala de solitários triunfos, não aprende-se a suplicar.</p>
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		<title>Bolhas</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jun 2010 16:49:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem eu fui ao parque ler Clarice e havia bolhas de sabão no preâmbulo do chão com as nuvens. Fui o único a mudar de posição quatro vezes para ver a cor que as bolhas faziam o mundo. Sem caminho, &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/06/bolhas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ontem eu fui ao parque ler Clarice e havia bolhas de sabão no preâmbulo do chão com as nuvens. Fui o único a mudar de posição quatro vezes para ver a cor que as bolhas faziam o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem caminho, às vezes acho que não cresci.</p>
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		<title>Passado</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jun 2010 01:58:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[lembranças]]></category>
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		<description><![CDATA[Só as lembranças vivem a vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só as lembranças vivem a vida.</p>
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		<title>Liberdade, ainda que tardia</title>
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		<pubDate>Sat, 01 May 2010 23:31:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[celas]]></category>
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		<description><![CDATA[Às vezes me exausta essa vida, não a minha, mas a vida dos outros, fugidia de convenções e aparências, porque são as grades da minha cela suja, mijada, fodida. Se tudo o que eu queria era me adequar à vida &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/05/liberdade-ainda-que-tardia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes me exausta essa vida, não a minha, mas a vida dos outros, fugidia de convenções e aparências, porque são as grades da minha cela suja, mijada, fodida. Se tudo o que eu queria era me adequar à vida normal? É óbvio que sim. Mas acontece que não sei suportar o malgrado de uma vida falsa; sei como é, pois já fiquei louco, bêbado, vomitando, tudo isso com 18 garrafas de inverdade. O mundo lá fora é a minha liberdade impossível, é a minha indesejável solidão. Mas o mundo aqui dentro é um poço profundo de lágrimas de querosene, e meu coração é carvão em brasas. Tudo pronto para o incêndio. Quem, meu Deus, pode me puxar?</p>
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		<title>Móbiles</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 00:07:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pelvini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[pertencer]]></category>
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		<description><![CDATA[Às vezes me sinto um bebê, sorrindo bobamente para os móbiles balançando sobre o berço. Não é de falta de maturidade que estou falando – tudo que sei não está pronto mesmo – mas de reconhecer que coisas boas surgem &#8230; <a href="http://pelvini.com/2010/04/mobiles/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes me sinto um bebê, sorrindo bobamente para os móbiles balançando sobre o berço. Não é de falta de maturidade que estou falando – tudo que sei não está pronto mesmo – mas de reconhecer que coisas boas surgem aos nossos olhos e só nos resta sorrir.</p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p>Tem muita coisa que é nossa, mas aquilo que me é dado não é necessariamente meu. Dono dos sentimentos, tudo bem, mas as pessoas são emprestadas. Mas pior ainda que não tê-las é não pertencer a nenhuma delas.</p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p>Uma das crianças, sempre que é contrariada, se contorce no meu colo, esperneia, me bate, e chora. Frustra-se por não achar palavras que expressem sua angústia. Somos parecidos.</p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p>E então – que fazer já que não alcanço os móbiles sobre o berço? Se não há saída, interpreto que a realidade existe e finjo que é meu aquilo que me foi dado.</p>
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