A pessoa responde quando lhe perguntam: “não, não acredito em Deus, me acostumei a acreditar nos homens”, o que é um exercício de conformidade, um tipo de coragem, sei lá. Às vezes a gente precisa de um acontecimento do bem que faça o coração em paletas de tecnicolor. E ontem que minha mãe perguntou se eu estava triste? “Você entrou e nem cumprimentou a mãe, está tudo bem?”, a verdade é que se estava eu não sabia se, mas, ainda aéreo, respondi que sim. O coração murchou, porque sozinho e longe não dá pra estar bem – a não ser que você saiba que o outro é seu –, mas também estava inchado de uma esperança quente como aquele abraço. Deus, as entrelinhas. Pela primeira vez espremo o significado dentro delas, torcendo e buscando ser entendido.
Para mim o memorável acontece quando a criação da memória acaba e a gente recria o que aconteceu em centelhas de sonho. O melhor é que este é o sonho que se sonha acordado e parece não acabar. É a Inesgotabilidade de Gostar versus o Exercício da Conformidade, e eu pareço com o artilheiro de ambos os times: eu, que mais gosto do que me conformo, saberei se sonhos sinestésicos soam sinceros ou não haverá outro sonho senão saber situar-me sozinho, seguindo… Porque o mesmo S do sonho escreve solidão e escreve sentimento e escreve sábado e escreve situação. E a semântica, de S inconformado, por fim deixa o próprio S se permitir.
E o S escreve: sim.








Esse exercício de conformidade … Porém, se por fim o S escreve sim, então você disse sim à algo ou à alguém, e isso a meu ver, é bom.
Só vim comentar pra melhorar o nível. RISOS. #quédizé
A verdade é que ontem, durante a aula, minha professora me fez lembrar desse texto. Vou citar para você compreender:
- Gente, tudo que tem S é bom… Senac, Sesi, Sesc.
- Oi?
Não quis me prolongar no comentário. Comento o contexto em outra possibilidade.