Sempre me assusto quando meu celular toca. Lembraram de mim, penso. Realmente lembraram de mim.
É porque não me chamo solidão, ainda que pareça um sinônimo dela. Na análise morfólogica, sou só um adjetivo substituível da vida alheia. Isso assusta, ainda que felicita.
Lembraram de mim, penso, o coração encolhido de susto e pulando de alegria.
- Alô. Foi engano?
Justo.







No meu caso, espero que lembrem de mim para outra coisa qualquer.
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