Róis de 2009 – Discos [1]

Como no ano passado, aqui vai a primeira parte de um presentinho de fim de ano: sem elencar melhores e piores, recomendações de discos bacanas lançados em 2009 – alguns, é bem verdade, me embalaram na hora de escrever. Evidente que não abrange tudo que eu ouvi – são apenas 12 discos, listados em ordem alfabética. Mas, caso a curiosidade atiçe, meu last.fm dá uma resumida excelente do que eu tenho ouvido.

Para baixar o disco, é só clicar em cima de seu título, que está logo abaixo do nome da banda. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Animal Collective
Merriweather Post Pavilion
Cada vez melhor, a banda Animal Collective fez bonito em seu oitavo álbum, Merriweather Post Pavilion, que alcança psicodelia ora dançante, ora ambiental – observe a capa do disco! – em uma mistura maluca (e precisa) de sons. Foi lançado no comecinho do ano e desde seu lançamento foi considerado por muitos sites especializados em música como o melhor disco do ano e um dos grandes momentos da música deste século. Será cedo pra dizer? Talvez. Não duvide, porém, da capacidade de Merriweather Post Pavilion te capturar logo na primeira ouvida.

Bill Callahan
Sometimes I Wish We Were An Eagle
Sisudo e quase cruel, porém doce e certeiro na melodia: este é Bill Callahan, bom representante do lo-fi. Antes, quando ainda se intitulava Smog, Bill Callahan não me chamava atenção. Recomendado por um amigo, que me passou “Eid Ma Clack Shaw”, fui conquistado e baixei o disco inteiro, o segundo com seu nome de batismo. Callahan faz a linha pessimista, quase maldito – e ainda que descreva o céu belamente em “Too Many Birds”, em “Faith/Void” ele resume seu pensamento no primeiro verso, “It’s time to put God away”. Para tardes tristes, chuvosas e desesperançadas.

Franz Ferdinand
Tonight: Franz Ferdinand
Disco do sábado à noite: o quarteto, liderado pela voz de Alex Kapranos, faz o convite em “Ulysses” – “C’mon, let’s get high!”, acende a festa em “Turn it on”, dá o fora em algumas garotas com “No you girls”… E por aí vai. Não se sabe se “Lucid Dreams” é uma ressaca ou o ápice do barato iniciado por “Ulysses”, mas é com certeza uma das melhores faixas do disco – sobretudo por seu momento com os sintetizadores. Rock indie do bom, Tonight: Franz Ferdinand é pra se ouvir dançando.

Grizzly Bear
Veckatimest
Ê Brooklyn! Disco marcante, Veckatimest é o terceiro trabalho do Grizzly Bear, banda em franca ascensão (quem lembra dos coros de “Knife”, há uns anos atrás?). Três discos foram o bastante para fazer os rapazes se destacarem como uma das bandas mais legais dessa década que passou – e em Veckatimest, destacam-se faixas deliciosas como “Two Weeks”, “Cheerleader” e a bela “Foreground”, que encerra o disco.

Lightning Dust
Infinite Light
Os canadenses do Black Mountains, Amber Webber e Joshua Wells, lançaram esse ano o segundo disco do Lightning Dust, Infinite Light – que apesar de não se decidir entre melismas e efeitos vocais, causa boa impressão. Com uma capa pra lá de… Surreal, o duo disse por aí que procurou explorar um lado mais gótico e sombrio. Será? Eu fiquei bastante empolgado com “I Knew” e “The Times”. Infinite Light pode não ser um disco pra lá de acertado – mas o resultado é razoável.

Metric
Fantasies
O power pop do Metric não poderia ser esquecido: “Help, I’m Alive” é simplesmente viciante, “Sick Muse” é de decorar já na terceira audição, “Twilight Galaxy” é toda climática e “Gimme Sympathy” é emocionante – como bem dissera um amigo meu. A cantora Emily Haines sabe mesmo o que faz, não é mesmo? Curiosidade: Fantasies foi gravado na Argentina. O resultado é eletrizante.

Mountains
Choral
Brooklyn, de novo. Diferente do Grizzly Bear, o Mountains é difícil de definir – o que, neste caso, não é ruim. Ótimo lançamento de estilo incerto (eletrônico, experimental, pop, post-rock ou o que?), Choral tem seis faixas cheias de individualidade, melodias extensas, momentos de chuva, passeios por desertos e… Bom, é pra ouvir e acreditar e não conseguir encaixar em estilos ou fórmulas. Intenso, o disco abre com a música que dá título ao disco, arrebatando, pouco a pouco, o ouvinte paciente. “Telescope” também serve para desnortear. Depois de ouvir Choral, volte aqui e me diga o que acha que é.

Music Go Music
Expressions
Deixe de lado o Mamma Mia! dado por Meryl Streep e Pierce Brosnan: o Music Go Music fez, sem telão, uma homenagem ótima ao Abba e às bandas e músicas dançantes, que você ouve e pensa no ato:  “anos 70!”. Duvida? Dá uma olhada no canal do YouTube deles e ouça, por exemplo, a balada “Goodbye, Everybody”. Em Expressions, o refrão de “Lights of Love” faz bonito.

Passion Pit
Manners
No ano passado, fiz menção honrosa ao EP Chunk of Change que o Passion Pit lançou, com a empolgante “Sleepyhead”, que sobreviveu e está presente no primeiro e agitado disco deles, “Manners”. Liderado por Michael Angelakos, cuja barba e cabelo desgrenhado não correspondem à sua voz de timbre fino (muito fino!), o Passion Pit oferece grandes refrões como em “The Reeling” e “Little Secrets” e pequenas delícias como “To Kingdom Come” e “Let Your Love Grow Tall”.

Phoenix
Wolfgang Amadeus Phoenix
Uma faixa melhor que a outra, chega ser difícil escolher uma favorita: “Lizstomania” ou “1901”? “Fences” ou “Rome”? Empolgante do começo ao fim, Wolfgang Amadeus Phoenix, o quinto disco da banda indie francesa, foi indicado ao prêmio de melhor álbum alternativo desse ano. Fica o destaque para a inusitada “Love Like a Sunset” – que, no MySpace dos caras, possui uma ótima versão feita pelo… Animal Collective.

The Yeah Yeah Yeahs
It’s Blitz!
Esqueça a quebração de guitarras e baterias que elevaram o The YYYs a sinônimo indie e, consequentemente, levaram Karen O. e sua voz para imaginário onanista dos freaks indie de calça skinny e tênis cano alto. Trocando a barulheira por uma profusão de sintetizadores, It’s Blitz é muito dançante, uma quebra na carreira da banda (como o ovo da capa) – quem sentir falta das guitarras pode se conformar com “Dull Life” e “Shame and Fortune”. Dê atenção especial a “Zero”, “Heads Will Roll” e “Hysteric” – mas lembre-se de evitar “Runaway”.

The xx
xx
Muitas sensualidade, algum romantismo, letras lânguidas e melodias idem: a fórmula do jovem trabalho inicial do The xx. O melhor de tudo isso: Conseguir alcançar o tom certo de libidinagem e não ser completamente vulgar. xx não tem preconceitos e não tem vergonha (em “Crystalized’ pode-se ouvir “I’ve been down on my knees/And you just keep on getting closer”). Banda de vocal misto, como um casal de namorados em preliminares… Ou adiante disso. Ah, como seria se os adolescentes frustrados e sedentos resolvessem ouvir The xx ao invés de ler Crepúsculo…

Todos os links foram retirados daqui.

About Pelvini

Dizem por aí que é só nuvem. Mas tem email: contato@pelvini.com.
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2 Responses to Róis de 2009 – Discos [1]

  1. Jeff says:

    Muito bom, @pelvini. ^^
    To baixando todos pra ver qual é.
    XDD

  2. edd says:

    DOREI!

    Não tenho mais a paciência dos meus tempos de adolescente de ficar correndo atrás das últimas novidades em pop & rock dai aproveito as dicas dos meninos de bom gosto que tem por aqui.

    Falando nisso a música do ano pra mim foi a matadora versão acústica de Help I’m alive do Metric quem quiser ver ta aqui. ó:

    http://www.youtube.com/watch?v=-1pCOR9Rv9M

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