Aos olhos mestiços do garoto moreno à frente, tudo o que passa pela janela parece novo. Ele não desvia o olhar nem por um segundo e, quando o faz, é com a expressão de susto que pra lá retorna, expressão de quem esqueceu alguma coisa terrivelmente importante. A paisagem que o surpreende, esta eu já sei de cor. Hoje minha fugacidade não está lá fora, está aqui dentro, no jeito revelador que a paisagem encara o menino: não há monotonia na minha vida quando vejo um encarar o outro, os olhos do menino acompanhando um horizonte visto pela primeira vez.
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Assim conjuguei meu mundo próprio: contendo. O experimento de lucrar com os pedaços de vida deixados para trás é a forma com que me adquiro, colocando palavras que equilibrem essa balança cujo lado oposto é só solidão. E que haja a memória, a minha, esta que vem atrelada de sabotagem. Pois eu me engano quando acredito e feliz o faço quando escrevo.
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Porque seus parâmetros fazem da minha linguagem muito mais criativa: desafie-me um texto.
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É muito interessante parar e observações certas ações, certas pessoas, certos eventos, aleatoriamente.
Abraço,
Búfalo
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pelvini Reply:
July 5th, 2009 at 16:01
Oi Búfalo :]
Quando estou na rua essas pequenas coisas sempre me pegam de surpresa. E, disfarçadamente, eu reparo.
Um abraço (:
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