No meu primeiro estágio de Pedagogia, a decepção: as professoras do prézinho eram fofoqueiras, algumas eram maliciosas, outras eram caladas por covardia, fumavam às escondidas, faziam panelinhas desnecessárias e piadas de mau gosto: a maioria, assombrei-me, era extremamente preconceituosa. Cheias de defeitos, percebi com certa tristeza, elas eram humanas. Em uma semana de trabalho, minha heroína de infância – a professora perfeita e cuidadosa - virou pó. Por motivos alheios a esse, tive de pedir demissão da escolinha. Ainda bem.
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Assim conjuguei meu mundo próprio: contendo. O experimento de lucrar com os pedaços de vida deixados para trás é a forma com que me adquiro, colocando palavras que equilibrem essa balança cujo lado oposto é só solidão. E que haja a memória, a minha, esta que vem atrelada de sabotagem. Pois eu me engano quando acredito e feliz o faço quando escrevo.
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Porque seus parâmetros fazem da minha linguagem muito mais criativa: desafie-me um texto.
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é quase inevitável não termos decepções… Nunca tive uma professora legal.
hasta!
li o título, assustei.
lembrei dessa época, ainda bem mesmo que você saiu.
Adorei o post!
Genial, mesmo.
afinal de contas, dona benta não é coisa de escola, é coisa de supermercado
mas, ainda assim. professores são humanos.
obrigado, madeinboo (:
- mesmo!