Se hoje eu fosse apresentar meu blog a alguém, ou se me perguntassem quais foram os meus textos favoritos ao longo desse ano (eu novamente preciso lembrar que este é um rol EXTREMAMENTE pessoal?), eu teria listado o que vem a seguir.
Não que eu tenha textos favoritos – eu apenas tenho textos que detesto, e outros que não detesto – mas eu teria mostrado um destes sete se você me pedisse uma indicação.
Aquela do Barbosa | Eu inventei de apresentar esse texto num trabalho da faculdade, sobre a quebra de paradigmas na educação. Eu achei a idéia genial, de um professor não usual que falava difícil e todos o interpretam mal. Fala sério, não tinha como dar errado. Era engraçado! Resumindo: ma sala, ninguém entendeu. O professor disse que achou “diferente”. Um fracasso. Mas pelo menos eu consegui inserir a palavra escrutínio num texto – isso sim foi um desafio!
Sobre Vícios e Expressões | Eu me atenho muito a certas características das pessoas (uma delas é uma obsessão por barra de calças alheias, nonsense, eu sei), mas nada é tão fascinante quanto a fala. Gosto de observar o jeito que as pessoas falam, e isso inclui os vícios, expressões e formas de mexer o corpo ou o rosto. As pessoas têm seus modos de falar, é interessante. Sobre Vícios e Expressões é justamente isso: uma comedinha em cima das falas viciosas que as pessoas mais próximas de mim. Afinal: amigos, amigos, crônicas à parte.
Lata de Tinta | As cores conseguem ser quase tão mágicas quanto as palavras. Juntá-las num lugar só e misturá-las feito guache foi um feito divertido. Gozado como eu vejo “a festa decorada por fitas e multicores” como uma festinha de aniversário que fui num clube perto de casa, quando eu tinha – acho – uns sete anos. E quando escrevo que guardo minhas memórias diluídas em luz, eu não estou mentindo. Estou me despindo.
Por Que Escrevo? | Não tão sucinto e brilhante e conciso quanto Paulo Leminski, mas tão sincero quanto, Por Que Escrevo? é uma tentativa de desabafo em prosa versada. Bom, foi confessional. A palavra ‘escrevo’ se repete tanto ue eu lembro que ao terminar fiquei me perguntando “a palavra ‘escrevo’ existe mesmo? A conjugação é tão estranha…”. Enfim. Adoro Por Que Escrevo?. Ficava lendo em voz alta para mim mesmo, sozinho. Tinha uma sonoridade bacana. Eu gosto.
Cordas | Cordas tem uma história muito peculiar. Foi quase um desafio, mas acabou não sendo – a idéia surgiu de um pedido. Mas, com certeza, havia um quê de desafio intrínseco no pedido da Camila – e não quero falar muito mais sobre isso. É pertinente saber que Cordas faz parte de um projeto maior – que, sem querer, acaba sendo um pouquinho meu. Receio, e espero estar certo, que ouviremos falar disso nos tempos que estão por vir! E, ao ler, você verá uma rara vez em que meu eu-lírico assume uma voz feminina.
Rabo de Escola | Bem real, esse. A idéia de contar essa história surgiu logo após eu descer do ônibus (a cena final descrita ali tinha acabado de acontecer), e é legal perceber que a gente acaba se perdoando quando perdoa os outros. Escrever sobre isso foi a conclusão de um processo de libertação. E sempre que se divide uma coisa dessas, as pessoas se enxergam, sabe. Momentos ridículos: todo mundo tem um bem horrível para contar. É isso.
Palavras Cruzadas | Todo mundo joga palavras cruzadas, não é mesmo? É só mais um dos tabuleiros deste enorme jogo da vida. É uma jogatina de julgamentos… Julgamos momentos, julgamos lugares, julgamos sonhos, julgamos pessoas. O mais legal de tudo é perceber as similares diferenças em cada julgamento. Exemplo? Isso tudo, este post egocêntrico e metalinguístico. O que você acha? Todas as respostas são possíveis. Mas… Oito letras. Horrível ou perfeito?
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O Marco de um Curinga na minha Vida | Em tempo, um plus. Este não concorre pois é história da vida demais para se equiparar aos outros. Leia a notícia, vale por si só. Convém lembrar: o título não foi dado por mim.







