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Assim conjuguei meu mundo próprio: contendo. O experimento de lucrar com os pedaços de vida deixados para trás é a forma com que me adquiro, colocando palavras que equilibrem essa balança cujo lado oposto é só solidão. E que haja a memória, a minha, esta que vem atrelada de sabotagem. Pois eu me engano quando acredito e feliz o faço quando escrevo.
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Desafie-me
Porque seus parâmetros fazem da minha linguagem muito mais criativa: desafie-me um texto.
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Monthly Archives: March 2008
(Sem Título)
Apartamento, porta, interruptor, luz, passos, o tapete persa. Sapatos, meias, poucos passos, o sofá de couro mostarda. Controle, tv, noticiário, comercial, auditório, fome. Chão frio, corredor, interruptor, cozinha, interruptor, louça suja, revolta. Abandono. Torneira, copo, geladeira, iogurte, goles, pingos, camisa … Continue reading
Sobre Vícios e Expressões
Aqui em casa minha mãe tem mania de colocar a palavra cachorro em tudo. Principalmente quando ela quer “hiperbolar” ou “eufemizar” uma coisa ou uma situação. “Puxa vida, fulano pegou um gripe e tá sofrendo que nem cachorro” ou “Menina, … Continue reading
Improvisos
Aconteceu há pouco tempo, na verdade. Em uma de minhas inúmeras voltas sozinho pelo shopping, estava na praça de alimentação decidindo aonde iria comer. É como um parque de diversão: nunca sei o que fazer primeiro. Aquele monte de gente … Continue reading
A Lata de Tinta
A festa era decorada por fitas e multicores e as fotos, tecnicolor, são as últimas recordações de seu melhor aniversário. Puxamos o pano marrom da mesa quando tudo acabou e era só farelos, refrigerante azul derramado e copos de plásticos … Continue reading





